
quarta-feira, 24 de novembro de 2010
DE VOLTA, AO ATAQUE!

quinta-feira, 1 de julho de 2010
Cadernos José Abrantes N.º 2

terça-feira, 29 de junho de 2010
Lobo, o Sócrates - Capítulo IV
O lobito, à medida que ia crescendo, em idade e volume, ia cobiçando cada vez mais um lugar confortável, na vasta floresta em que vivia. Só que, conforme ia pensando e desejando, cada vez mais na sua imaginação e apetite iam crescendo, e cada fantasia que tinha era, de dia para dia, senão de hora para hora, sucessivamente alterado para algo mais rico e colorido! E a sua imaginação paracia não ter limites!
Mas a criatura não se sabia saciar com os produtos da sua mente, por muito apetitosos que eles fossem! O tempo em que não passava à caça, ou a mirar as fêmeas que por ali iam passando, ia suspirando, encostado a um velho penedo, enquanto ia pensando no maravilhoso que seria se encontrase uma - ou mais - vias que tornassem tudo aquilo realidade. Para isso ia, atentamente, observando os lobos mais velhos e ouvindo as suas experiências; de tudo isso, seleccionava o que lhe parecesse mais provável de adaptar ao seu próprio perfil e, com isso, chegar a algum lado!
Se este lobo mentia com sucesso, retinha que mentir e enganar era uma boa ideia. Se aquele outro mostrasse que o uso de falinhas mansas era o mais acertado, para ganhar aliados, que diabo, era mesmo o mais fácil para chegar ao seu intento!
Seduzir lobas mais idosas, mesmo aquelas já meio peladas e carentes de alguns dentes, mas que possuissem recordações, conhecimentos ou contactos, valia! Com o tempo ganhou mesmo o hábito - depois difícil de afastar - de apreciar quase exclusivamente lobas maduras, maduríssimas, mesmo!
Como forjara um feitio afável e sociável, reflexo da sua avidez de conhecer quem importasse, acabou por ser aceite num amplo círculo social, ao início, num papel servil e submisso, mas sempre subindo em desejos e intenções, o que o incitava a, quando oportuno, camuflar essa "submissão" exibindo um perfil feroz e dirigente, traços que lhe eram mais agradáveis de assumir!
Ouvindo falar dos seus primos afastados, os cães, acabou por tecer por eles admiração cega: mostravam uma sujeição oportuna, o que fazia com que os seus "donos" os amimassem, alimentassem, reservassem mesmo local fixo para habitar...
Perto dali havia uma velha moradia onde uma velha solteirona de hábitos peculiares tinha precisamente um cão, de nome Sócrates, inofensivo por se encontrar sempre fechado num quintal. Se era perigoso ou não, era coisa impossível de se perceber por essa mesma razão, mas que ladrava entusiástica e ruidosamente, fazendo-se ouvir a quilómetros de distância, era coisa verdadeira!
- Que belo nome para alguém que se impõe, não pelo que faz, mas pelo quanto se faz ouvir! - murmurava entre fauces o nosso lobo! E em breve, na sua mente surgia a vontade de se baptizar com o nome do outro canídeo! E, como para ele, a "Vontade" era algo de imperioso...

quinta-feira, 24 de junho de 2010
Portugal, de Luís Diferr e Jacques Martim
Conheço bem o Luís, somos amigos de longa data, e já colaborámos, nos dois livros da série Dakar o Minossauro. Como guionista, foi sério, competentíssimo, imaginativo e bem humorado! Foi mesmo o único guionista com quem me senti entusiasmado em trabalhar! Desta feita, o seu rigor e preciosismo levou-o a ultrapassar os timings, a explorar até à loucura cada detalhe, cada perspectiva, com um olho atento e perspicaz. Não lhe foi negado qualquer documento, muitos foram os que mereceram da sua parte agradecimentos pelo apoio mostrado, permitindo o autor chegar a um trabalho como nunca foi feito em Portugal, e vários são os autores daqui que fazem trabalho com pesquisa histórica! Fica, assim, o Luís Diferr como o feliz autor de uma bela obra de pesquisa com uma qualidade iconográfica ímpar!
Pena que não se trate de um livro de banda desenhada, fica como que uma obra indistinta, como que um portfolio de imagens de reconstituição histórica sob uma aparência de álbum de bd, o que resulta num livro de aspecto um tanto infantil.
Curiosa foi a escolha da imagem para a capa: sendo o livro ilustrado com imagens tão densas, barrocas – como seria de esperar, visto a época retratada passar por esse estilo – a capa tem um trabalho limpo, despojado. A aproveitação da Torre de Belém não é estranha ao autor: além de a desenhar muito no livro, recorde-se que já a tinha “retratado” num pequeno – 2 páginas – episódio da Maria Jornalista…
Para concluir, refiro o trabalho de Jacques Martin, para este seu livro póstumo: Além de uma supervisão que se adivinha longínqua e vaga, apenas assina genuinamente o prefácio, pobre e banal. Muito longe estão os tempos em que assinou algumas obras-primas da bd belga.

segunda-feira, 14 de junho de 2010
O Pesadelo de António Maria

domingo, 25 de abril de 2010
A CAMINHO DA MARGINALIDADE, CAPÍTULO SEIS

segunda-feira, 19 de abril de 2010
A CAMINHO DA MARGINALIDADE, CAPÍTULO CINCO
Não pretendo nem desejo fechar as minhas portas a uma editora ambiciosa, mas sinceramente prefiro ir agindo, dado que acredito pouco no aparecimento de tal fenómeno!
Assim, vistas as coisas, e tomando conhecimento que com modernas tecnologias, podem-se fazer pequenas edições com qualidade de impressão irreprensíveis, apenas com um limite de exemplares que não permite uma distribuição dita "comercial", pelo contrário, estou a ultimar alguns projectos para serem produzidos nesse âmbito! Naturalmente, a sua venda será "limitada!" a uma divulgação por amigos, algumas visitas a escolas ou bibliotecas públicas, ou por divulgação online!
sábado, 17 de abril de 2010
A CAMINHO DA MARGINALIDADE, CAPÍTULO QUATRO
Sinto, mesmo assim, que há como que um esgotar da receita, um repetir o que já teve sucesso dantes ou pior, fazer do mesmo porque não há ideias para melhorar ou substituir! Dou três exemplos:
1 - Há, geralmente, um espaço destinado a crianças: é pouco apelativo, com o material exposto mais ao nível dos olhos dos adultos, pouco estudo sobre se o material exposto é de facto interessante para um pequenino! Uma criança é um futuro leitor de livros - de BD ou de outra coisa qualquer! - e, por isso mesmo, devia haver bem mais que um espaço a si destinado, algo como um refugo, uma parte menos interessante de visita! Como que para deitar poeira aos olhos de um crítico que aponte essa lacuna, referem os organizadores que há um espaço para venda de pipocas - o best-seller em qualquer evento cultural onde isso esteja incluido! - ambientes de leitura de conto, pinturas faciais... Como se vê, há muito ainda a conquistar, caso a inércia caia!
2 - Os autores portugueses deviam ter mais hipóteses de conviver com os seus iguais estrangeiros! Raramente isso sucede com mais relevo do que poderem estar, lado a lado, durante sessões de autógrafos! Ou seja, mal se dirigem, visto estarem - naturalmente! - mais atentos ao autografar dos seus trabalhos pelo público que aparece!
3 - Deviam ser convidados, a par de artistas estrangeiros, editores ou profissionais, que pudessem apreciar a produção nacional e, eventualmente, tentar colocá-la em outros países!
O que é um facto, é que há uma cada vez maior lassidão entre os visitantes, os vendedores e os artistas frequentadores de festivais! Estou seguro do que digo, visto basear-me em conversas pessoais com várias destas pessoas.
A CAMINHO DA MARGINALIDADE, CAPÍTULO TRÊS
E, pela minha experiência, "deitar cá para fora" um livro, sem mais, é o mesmo que o deitar para o lixo...
A CAMINHO DA MARGINALIDADE, CAPÍTULO DOIS
Um dos principais "inimigos" (retiremos as aspas, já agora!) de uma esditora é a distribuição! na altura, há pouco mais de 10 anos, exigiam mais de metade do preço do livro, e pelo que me tem sido contado, hoje pedem ainda mais! Com essa parcela canibal, justificam as possiveis campanhas com descontos que os livros podem ter em livrarias, feiras de livro, etc! Esquecem-se, de qualquer maneira, de dizer que muitas dessas campanhas não abrangem TODOS os livros em exibição e venda, ganhando assim mais do que deviam. Tanto as livrarias como as distribuidoras.
Fazendo um parêntesis para abordar as livrarias, são geralmente geridas por incompetentes que poico mais fazem além de pôr os livros em escaparates e alguns nas montras! Não há dinâmica, ideias, estratégias! É mais tipo aranha que, depois de tecer a sua teia, nada mais faz alèm de esperar que a incauta borboleta ou mosca lá se prenda! Rara é a livraria que não soma dívidas, recusando-se a pagar atempadamente aos seus fornecedores! Uma "crise" bem portuguesa! Cada vez mais, os vendedores são impreparados e incultos, não sabem o teor de um livro, nem sugerir um título a um eventual cliente. Para saber alguma coisa, dependem exclusivamente do computador da loja. Longe vão os tempos em que, indo alguém a uma livraria, o vendedor, amável, sabia de cor quase todos os titulos à venda e sabia, por exemplo, se um cliente pretendia o "Singularidades de uma Rapariga Loura", que não era um romance mas um conto, em que livro se podia encontrar e quem era o seu autor! Fecho o parêntesis. Foi curto, mas não tenho muito mais a dizer!
Regressando às distribuidoras, há que reconhecer que, quando honestas, têm de dar a cara pelas dívidas de que as livrarias são responsáveis! mesmo assim, na experiência da BaleiAzul, poucos foram os meses em que as contas eram saldadas dentro do praso estipulado no contrato! Outra razão de queixa passava, de novo, pela insensibilidade - ou ignorância - do material a gerir! lembro-me, por exemplo, de uma organização que pediu à editora uma feira de livros infantis. Não tendo grande coisa dessa matéria no nosso magro catálogo, passámos o contacto para a nossa distribuidora, que encheu o espaço amplamente, com alguns livros infantis, mas com muito livro que nada tinha a ver com crianças, desde policiais, estudos sociolõgicos sobre homossexualidade feminina (!) entre outras avantesmas!
Contam-me que actualmente o sistema está em crise. Como se nunca tivesse sido de outra maneira! E que as distribuidoras sucedem-se, continuam a dever dinheiro e que o sistema, gerido por livrarias e distribuidoras, está preso no lodaçal!
Deus me livre cair de novo nas suas mãos!
sexta-feira, 16 de abril de 2010
A CAMINHO DA MARGINALIDADE, CAPÍTULO UM

quinta-feira, 15 de abril de 2010
CONSIDERAÇÕES LUPINAS
"Lobo Mau" quase que podia ser o nome real do "Canis Lupus", tal é o medo que o simples mencionar do animal causa!
Estava eu imbuido de muitas más ideias sobre ele, quando conheci o Francisco Fonseca, em meados dos anos 80. Esse biólogo que amávelmente me recebeu no seu gabinete, na Faculdade de Ciências de Lisboa, em palavras, argumentos e leitura fornecida convenceu-me que, de mau, o lobo de facto só tinha a fama! Esse encontro não só mudou a minha forma de pensar sobre o bicho, como me fez passar a questionar famas, mais ou menos ligeiras, geralmente populares, que muita da bicharada possui. Mais, o tema do lobo "bom" passou a inspirar-me para muitas histórias. Imediatamente, ocorre-me "Os Fundos Perdidos", segunda aventura de Tobias Bigom (ASA, entretanto esgotada), em que não só dou um apoio à boa causa lupina, como até caricaturo o Francisco Fonseca, na personagem que protege os três lobinhos, cuja mãe foi vítima de um javali (inversão trágica de papéis da história dos Três Porquinhos!)... Poucos anos depois, no livro Histórias de Natal (Col. Pigmeu, Ed. ASA, entretanto esgotado), conto uma pequena história de um lobo, solitário no mundo dos animais, dado a sua má frama... essa mesma história desenvolvo-a com mais sucesso no segundo livro das Aventuras do Zu, "O Natal do Lobo". Finalmente, não esqueço as duas páginas de "Licantropelias", publicadas em meados dos anos 90, no Notícias Magazine... Esta última história retomei-a recentemente, digitalizando os originais e dando-lhe novas - e melhores - cores, assim como lhe fiz uma revisão ao texto.


O meu amigo Marc Parshow tem uma pequena editora, a Qual Albatroz, na qual faz sair a sua revista (fanzine? prozine?) Celacanto, da qual saiu recentemente o segundo número. Homem sensível a causas ecológicas, dedica esta publicação exclusivamente à defesa de animais em vias de extinção! O primeiro número (2009) foi dedicado ao albatroz, e este segundo ao lobo! Foi, precisamente para nele ser incluida, que retoquei a "velha" BD!
Porque o sucesso do primeiro número foi evidente, maior número de autores quiseram servir a causa dos lobos neste segundo, pelo que este número dois tem considerávelmente mais páginas; perde, porém, pela má prestação em geral dos autores, muito amadores e repetitivos, não só na abordagem visual como na mensagem com que servem o tema! Parecem não aprofundar o assunto, além de meia dúzia de ideias-feitas, e há mesmo quem, na pressa em "vitimizar" o coitado do lobo, o torne um afáfel vegetariano! Um problema dos ambientalistas passa mesmo por isso, na preocupação excessiva da "santificação" de feras, o branqueamento do seu "cadastro"... Ora isso é tão estúpido como desonesto, e serve mal - ou não serve mesmo! - a causa, por total incongruência, que até uma criança saberia desmontar! No entanto, entre os poucos trabalhos divulgados neste Celacanto, destaco o "Lobo e Cordeiro", de Eric Ricardo, que com equilíbrio estético e narrativo, conta uma história poética e amável! Contra a corrente, com uma histórinha brilhante - mas servida de um mau desenho, "O Que se Passa???" de Royzac, merece igualmente uma e outra releitura! De parabéns está, igualmente, Miguel Rocha, pela bela capa (e contracapa) da revista.
sábado, 10 de abril de 2010
Tintin e o Coronel Esponja

Os Schtrumpfs

Luto sentido

domingo, 28 de fevereiro de 2010
Lobo, o Sócrates - Capítulo 3
Crescera a ver a outra bicharada com alimento certo e basto, e num calor familiar que não era só o aconchego da toca ou do ninho que o garantia: o permanente palrar, crocitar, regougar ou simples chiar eram prova bastante de calor familiar durador! Ah, os passarocos constantemente alimentados, asseados e mimados tanto pelo pai como pela mãe, enquanto, no seu caso, do pai nem sabia o nome! Sabia quem ele era, via-o de relance ao longe, na vasta mata, mas nem ousava aproximar-se, com medo de ser mal acolhido: por alguma razão ele não o quisera por perto desde que nascera!E assim foi desenvolvendo um instinto inseguro a seu respeito, sentindo-se mais miserável, pobre e desamparado que os outros! A velha da mãe só se ralava com a comida, a limpeza do recanto onde habitualmente se acolhiam, e em pouco mais pensava, a coitadinha! Horizontes magros para um lobinho que ia crescendo, invejando a alegria que imaginava os outros possuirem. . .

Arzach

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010
Pastiches - Tintim (2009)

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010
Lobo, o Sócrates - Capítulo 2
Na tal floresta há um ditado que versa o seguinte (a ver se me lembro como é:) - "Lobo é amigo de lobo! Coelho é amigo de coelho"! Poder-se-ia acrescentar uma infinidade de outras possibilidades: "Caracol é amigo de caracol" , "gralha é amiga de gralha" etc, etc, etc... Mas não interessa: desde que se lhe apanhe o sentido, o ditado funciona! E este refere simplesmente que somos amigos de quam mais se parece connosco, ou de quem mais nos interessa que nos assemelhe! É claro que não se recomenda a uma perdiz que tente parecer-se com um lobo: não lhe está bem na pele e o resultado só poderia ser mesmo o pior!
Pois bem, todos os lobos pretendiam ser amigos de um certo lobo, porque o consideravam o mais feroz, poderoso, dominador da floresta! Sendo amigo - e colaborador - dele, pareciam mais que garantidos os melhores quinhões, os mais apetitosos petiscos, os mais solarengos locais para habitar! E por isso entre a alcateia todos se entusiasmavam sonhando com uma proximidade maior com o referido lobo! Uns contavam faze-lo com boas conversas, discursos lisonjeiros e apelativos! Outros, planeavam chegar-se perto dele ofertando-lhe pedaços de suas recentes caçadas, peças por vezes inteiras ainda mornas de captura de horas atrás, traziam-lhe água fresca de ribeiros que nem ficavam longe, mas mesmo assim prestavam-lhe o favor de a trazer a seus pés! Pés esses que, para alguns, eram susceptíveis de serem deliciosamente lambidos, enquanto outros haviam que sonhavam com a sua autorização para que o deixassem catar pulgas, piolhos e carraças, o que desejavam fazer minuciosamente, bicho a bicho, com mil cuidados! Finalmente, havia umas - e uns! - que sonhavam servi-lo com o seu corpo, tremendo só de imaginar que não estivesse à altura do seu gosto, ou por serem magros, ou gordos, ou coxos, zarolhos ou simplesmente remelosos!
Era ver aquela alcateia toda suspirante, encolhendo os ombros ou sacudindo-se, revelando um nervosismo patente nas suas expressões! Uns ganiam e gemiam, não conseguindo imaginar como oseduzir ou encantar, inseguros pelas suas fealdades ou falta de imaginação! Outros apresentavam um ar sonhador, esboçando sorrisos que só eles não sentiam ser patetas! E era vê-los, quando a sombra do tal lobo passava por eles! Uma loba de meia idade, contava-se, desmaiou mesmo, por essa mesma sombra a ter coberto parcialmente!
Esta alcateia estava mesmo no mais completo desatino!
terça-feira, 9 de fevereiro de 2010
Alix L'Intrepide

Jacques Martin sempre se mostrou muito amargo quanto ao facto de Hergé não se ter mostrado nada entusiasmado quanto à inclusão do seu trabalho na revista. e isso acabou por suceder apenas por falta de outro material novo; mesmo assim, o sucesso de Alix foi, ao que parece, imediato. É, no entanto, fácil dar razão ao autor de Tintin: tanto o desenho como a narrativa da obra em causa deixava muito a desejar, com imagens algo primárias, com recitativos e diálogos longos e redundantes, personagens muito rígidas e inexpressivas....

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010
Lobo, o Sócrates - Capítulo 1
Esta, só era frondosa e verdejante em alguns pontos, esparsos e dispersos, difusos e confusos! Em muitos cantos, recantos, áreas inteiras, só se via ou poeira, rochas e rochedos, ou arbustos raquíticos como que entrelaçados uns nos outros, numa extensão vasta! Crises graves iam assolando o terreno: aqui eram inundações, ali, falava-se de secas, haviam incêndios, epidemias, pandemias e outras arrelias! De maneira que a bicharada que por ali havia nem conseguia pensar em muitas coisas, a não ser nas suas famílias, como as alimentar e manter em lugares seguros…
É claro que, como em todas as florestas, uns bichos são mais fortes que outros, uns mandam, outros não mandam! Quer a Lei da floresta que os que não mandam obedeçam e paguem tributo aos que mandam, e assim foi e será desde sempre e para sempre.
Quem mandava nesta floresta (e ainda manda!) é o lobo Sócrates! Imaginem um bicho de mau pelo, possante e barulhento, que se faz ouvir em toda a floresta bastando para isso dar um passinho que fosse! Mas ele não se limitava a isso, e movia-se, todo feliz e muito à-vontade por todo o território! Por isso o ruído que causava era tanto, que era difícil um bicho que fosse não pensar nele um segundo! E todos o temiam! O lobo Sócrates tinha imaginação – ou dizia que tinha! – e isso tornava-o instável, sempre em plena actividade, para seu conforto e para desconforto dos outros!
Nesta longa fábula iremos contar as histórias deste bicho mau, tão mau que só o podiam achar mau, à sua volta! Recomendo que os meus amiguinhos apenas a leiam de dia, para que à noite não tenham pesadelos e façam chichi na cama!
(Continua)

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010
GALERIA DE ARTE (1) - Franquim

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010
PORTFÓLIO DIÁRIO - 1

domingo, 31 de janeiro de 2010
A História de Haaanoué-Yamaaabor, da Lua e das suas filhas
uma vez atrasou-se no mar, e anoiteceu, e deu consigo na mais completa penumbra!
Haaanoué-Yamaaabor não era medroso, e ali ficou, tranquilamente.
Haaanoué-Yamaaabor era o quinto filho de Hammaon-Jabassar, e sempre fora considerado belo, mas calmo, ponderado
nunca mostrara interesse pelas belas jovens das ilhas
E ali estava ele, no meio da penumbra total
até que algo reflete no mar
Uma enorme Lua, bela, prateada
Haaanoué-Yamaaabor ficou fascinado, pasmado...
Seduzido com tamanha beleza
sem hesitar, de tão entusiasmado ficou, lançou a rede, querendo capturar a Lua.
esta rápidamente se viu capturada, e debalde tentou defender-se
estava completamente imobilizada na rede, que agora era puxada por Haaanoué-Yamaaabor, ao seu encontro!
Em breve ele, contente, triunfante mesmo, a tinha nos braços!
e, vigorosamente mas gentilmente, ali mesmo a possuiu!
Haaanoué-Yamaaabor em breve se sentiu cansado, fatigado, mas muito feliz
aproveitando uma sua breve passagem pelos sonhos
a Lua, agora liberta da rede, fugiu, céu acima!
e muito alto ficou, para não mais ser alvo da captura de qualquer outro pescador!
com o tempo, todas as tribos a foram observando e admirando
com o tempo ela ia aumentando de volume
até ficar totalmente redonda
totalmente redonda.
até que um dia, coberta pela luz solar, ela como que se abriu
e dela jorraram milhões de estrelas, constelações inteiras de estrelas
O espectáculo que na noite seguinte os habitantes das ilhas viram foi maravilhoso!
O Céu já não era o mesmo, nem nunca mais o seria!
Por isso ainda hoje, sempre que vejo o céu nocturno, com a Lua com as estrelas brincando em seu redor
Penso que todo o firmamento foi fruto do amor de Haaanoué-Yamaaabor pela Lua.
E compreendo muito bem esse amor, porque a lua é linda!
Fim!

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010
JOURNEY TO THE CENTRE OF THE EARTH

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010
domingo, 24 de janeiro de 2010
O Brasil é, para mim, no mínimo, um país colorido! Desde muito criança que adorava ler as revistinhas da Abril (Disney) e não só, e, porque os filmes dos Estúdios Disney vinham para Portugal dobrados em brasileiro, durante anos acreditei que o Walt Disney era mesmo brasileiro! A alegria que tive quando uma minha tia me ofereceu uma nota de cruzeiro! Senti-me plenamente brasileiro! Viva Álvares Cabral! Passada a adolescência, vieram as telenovelas - que me entusiasmaram por pouco tempo! - e, pouco depois, os romances do Jorge Amado, que ainda hoje amo! Gostava de, antes de morrer, conhecer a Bahia!

Falando de novo das revistinhas Disney, lembroi-me de aí ter descoberto as histórias de Carl Barks, que tanto me empolgavam, metiam medo ou me faziam dobrar de riso! Aquilo sim, era um mestre! Brasileiro, brasileiro mesmo do Brasil, descobri nos anos setenta as bandas desenhadas do Zé Carioca da autoria de Canini, desopilantes e expressivamente ilustradas! Se nos lembramos de Obélix ao ler "Estes romanos são loucos!", ou do Capitão Haddock com o seu célebre "Mil milhões de mil macacos!", de Renato Canini e do seu Zé Carioca fica a célebre "Fui para Moji-das-Corujas"!
Tenho uma personagem, a bruxinha Morgana, de que há uns anos saiu um livro, e em breve sairão os seguintes! Pois pouco tempo depois do seu lançamento, pesquisei no google "José Abrantes" e "Morgana", para tentar perceber o acolhimento que a personagem teria merecido, quando tive, entre outras respostas, que havia aí no Brasil, uma Morgana... de apelido Abrantes!

